Tenho a certeza que um dia irás parar, não parar com os pés mas parar com o coração, com esse batimento cardíaco, com essa mente pouco inteligente e verás ao teu redor que nada fez sentido. E certamente não terás respostas aos porquês das tuas acções, aliás como nunca tiveste. Vives numa incógnita que tu próprio construíste, e ao longo do tempo tornaste-te no actor de ti mesmo. Nunca sabes de nada e pelos vistos nem tens intenções de o saber. Essa descontracção em relação àquilo que te rodeia só esbatesse a tua personalidade, tira a tua essência, e deixa-te á deriva. Mas já devidas saber que isso de andar sem rumo nem sempre é bom: deixarás de saber quem és na verdade e isso eu não quero que te aconteça porque apesar de já não te amar ainda gosto de ti. Só espero que no dia que pares racionalmente te lembres de mim. Não como aquela que fizeste tanto sofrer mas como aquela que mais te amou. Irás sentir que poderias ter mostrado mais daquilo que dizias em meras palavras, que poderias ter dado mais daquilo que o teu olhar transparecia. Quando então sentires o arrepio na espinha por veres a minha fotografia, o forte brilho sem álcool, o arrependimento vai-te subir às veias. A cama onde te deitas todos os dias, vai deixar de te dar preguiça matinal. A ironia com que falas para os mendigos vai deixar de ser cruel. O rigor como olhas para os outros com ar superior, vai invadir-te. E quando te sentires um deles, talvez percebas que a vida não é como tu queres. Fizeste as tuas escolhas, quer dizer, nem forem bem feitas por ti porque como em tudo, deixas que o vento te traga as soluções e não mexas nem numa cor para fazer o arco-íris da tua vida. Diz-me então como queres ser feliz se tu próprio nada fazes. Acredita que se eu te deixei, foi porque tu não me seguraste. Se eu desisti, foi porque tu não me deste mais motivos para lutar. E mesmo que um dia passes por mim, passarás despercebido como inúmeras pessoas que por mim passam diariamente e mesmo que me chames certamente não irei reconhecer a tua voz. E se ainda tiveres um bocadinho de arrependimento cravado no teu corpo e coragem, que é sem dúvida o que mais te falta, irás voltar-te para mim e dizer tudo o que ficou entalado na tua garganta, explicando tudo o que ficou nas entranhas da tua realidade. Aí sim, aí falámos. Pode ser que talvez eu venha a compreender, ou talvez até aceitar a intensidade esquisita como foi o teu amor por mim. E caso me perguntes se ainda me lembro de ti, perguntar-te-ei se alguma vez te conheci de verdade. Se me perguntares se ficou algo, dir-te-ei que em quase nada ficou muito. E mesmo que na nossa história tenha havido muitos pontos de interrogação, e que ainda hoje se mantêm de pé, digo-te que em cada pedaço de nada que vivi junto a ti aprendi muito. A tua lembrança ficou guardada num cantinho especial da minha memória. E as cartas que tinham como remetente o teu nome foram dadas como arquivadas. Tive de fugir do teu amor. O amor que tu mesmo mataste. Sim, finalmente consegui dizer-te um adeus firme, sem incertezas nem medos do futuro. Hoje é o dia em que os fantasmas do passado não me assombram. Uma outra vida apareceu dando asas aos meus sonhos. E foi assim que voltei a sorrir e a ser feliz sem ti.
Foste tu. Foi o teu amor. Que morreram. Em mim.
[uma parte do texto não é meu.]

sabes bem, o que a tua a vida mudou a volta que deu, tudo era difícil viveste secalhar bons momentos únicos, mas nunca de pura felicidade, nunca desisti de ti sabes bem disso !
ResponderEliminarA tua vida agora é diferente, tens uma pessoa ao teu lado para sempre, quero ver o teu sorriso todos os dias a ao amanhecer e ao fim do dia, vou-te fazer feliz sabes bem disso ! 29 and you *