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4.9.11

desabafo das quatro e meia da manhã.


Tenho a certeza que um dia irás parar, não parar com os pés mas parar com o coração, com esse batimento cardíaco, com essa mente pouco inteligente e verás ao teu redor que nada fez sentido. E certamente não terás respostas aos porquês das tuas acções, aliás como nunca tiveste. Vives numa incógnita que tu próprio construíste, e ao longo do tempo tornaste-te no actor de ti mesmo. Nunca sabes de nada e pelos vistos nem tens intenções de o saber. Essa descontracção em relação àquilo que te rodeia só esbatesse a tua personalidade, tira a tua essência, e deixa-te á deriva. Mas já devidas saber que isso de andar sem rumo nem sempre é bom: deixarás de saber quem és na verdade e isso eu não quero que te aconteça porque apesar de já não te amar ainda gosto de ti. Só espero que no dia que pares racionalmente te lembres de mim. Não como aquela que fizeste tanto sofrer mas como aquela que mais te amou. Irás sentir que poderias ter mostrado mais daquilo que dizias em meras palavras, que poderias ter dado mais daquilo que o teu olhar transparecia. Quando então sentires o arrepio na espinha por veres a minha fotografia, o forte brilho sem álcool, o arrependimento vai-te subir às veias. A cama onde te deitas todos os dias, vai deixar de te dar preguiça matinal. A ironia com que falas para os mendigos vai deixar de ser cruel. O rigor como olhas para os outros com ar superior, vai invadir-te. E quando te sentires um deles, talvez percebas que a vida não é como tu queres. Fizeste as tuas escolhas, quer dizer, nem forem bem feitas por ti porque como em tudo, deixas que o vento te traga as soluções e não mexas nem numa cor para fazer o arco-íris da tua vida. Diz-me então como queres ser feliz se tu próprio nada fazes. Acredita que se eu te deixei, foi porque tu não me seguraste. Se eu desisti, foi porque tu não me deste mais motivos para lutar. E mesmo que um dia passes por mim, passarás despercebido como inúmeras pessoas que por mim passam diariamente e mesmo que me chames certamente não irei reconhecer a tua voz. E se ainda tiveres um bocadinho de arrependimento cravado no teu corpo e coragem, que é sem dúvida o que mais te falta, irás voltar-te para mim e dizer tudo o que ficou entalado na tua garganta, explicando tudo o que ficou nas entranhas da tua realidade. Aí sim, aí falámos. Pode ser que talvez eu venha a compreender, ou talvez até aceitar a intensidade esquisita como foi o teu amor por mim. E caso me perguntes se ainda me lembro de ti, perguntar-te-ei se alguma vez te conheci de verdade. Se me perguntares se ficou algo, dir-te-ei que em quase nada ficou muito. E mesmo que na nossa história tenha havido muitos pontos de interrogação, e que ainda hoje se mantêm de pé, digo-te que em cada pedaço de nada que vivi junto a ti aprendi muito. A tua lembrança ficou guardada num cantinho especial da minha memória. E as cartas que tinham como remetente o teu nome foram dadas como arquivadas. Tive de fugir do teu amor. O amor que tu mesmo mataste. Sim, finalmente consegui dizer-te um adeus firme, sem incertezas nem medos do futuro. Hoje é o dia em que os fantasmas do passado não me assombram. Uma outra vida apareceu dando asas aos meus sonhos. E foi assim que voltei a sorrir e a ser feliz sem ti.
Foste tu. Foi o teu amor. Que morreram. E
m mim. 

                                                                                                                                                         [uma parte do texto não é meu.]

30.8.11

sabes, quando...



tentas o teu melhor, mas não tens sucesso ? Quando consegues o que queres, mas não aquilo que precisas ? Quando te sentes cansada, mas não consegues dormir ? Sabes, quando perdes algo que não podes substituir ? Quando amas alguém mas tudo é desperdiçado? Quando estás demasiado apaixonada para esquecer ? Sabes ? Eu também não sabia, até um dia .

28.8.11

estou além.




Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar. Porque até aqui eu só estou bem, aonde não estou. Porque eu só quero ir, aonde eu não vou.

8.8.11


'' ... não te esqueças, amor, que os pequenos anjos precisam de se tornarem diabos, precisam de pisar o inferno, precisam de sofrer para dar valor às asas que têm, à sorte com que nasceram de poder voar, sem nunca pisar ninguém. Não te esqueças que o amor não é de sorrisos extremos. Que o amor não resulta se o desejo ultrapassar a cumplicidade, nem se deixares de atender chamadas a meio da noite por desconfiança. 
Lembra-te que a vida tem voltas, e voltas, e voltas. E tudo volta, tudo fica, tudo vai. Tudo se parte, tudo toma rumo. Tudo faz rir, ou tudo faz chorar. Lembra-te de amar a vida e aprender com ela e contigo. Aprende contigo que a felicidade vem sobretudo de ti, dos teus olhos a sorrir, das tuas noites sem dormir –apaixonado. Lembra-te que vais ter sempre quem te limpe a cara e peça para não chorar, lembra-te que não te deves culpar tanto. Lembra-te de me sorrir, meu amor. O meu coração fica do tamanho da areia, e eu construo sempre os palácios perto do mar, e rápido são sugados pela água. Selvagem. E eu doce. Com medo. Encolhida. Com interrogações. Eu sem nada, eu com tudo. Eu vazia. Eu: um traste. Eu feliz. Eu sozinha. Eu desaparecida. Eu fugitiva. Eu nunca mais. Nunca mais. Lembra-te de mim, por favor, não te esqueças tanto de mim. Não te esqueças tanto de ti. '' - disse-lhe por fim.

18.7.11


Vou fugir para outro lugar, para bem longe de ti. O mais certo é enlouquecer, mas não te preocupes que eu também não.

Resta um grito de esperança e a incerteza de voltar.