6.7.11


mesmo que andes perdido tenho esperança que a localização do teu porto de abrigo esteje bem presente na tua mente. sabes que te espero de braços abertos, pronta a matar qualquer vestigio de saudade que ainda sinta.


foste. foste sem olhar para trás. foste e sem despedida . sem nada. e contrariamente ao que antes acontecia, desta vez não te agarrei a mão. deixei-te fugir, sem me preocupar. deixei-te ir, sem te fazer ficar. seguiste rumo ao futuro, só que esqueceste-te de que eu faço parte dele, esqueceste-te de que o futuro é o outro
lado do espelho do passado, e mais uma vez esqueceste-te que eu fui o teu passado. esquecimento ou ignorância, a verdade é que foste sem mim. seguiste rumo no batel da tua ilusão levando apenas as desilusões amarrotadas nas bagagens e as recordações muito bem guardadas no teu coração. saiste da minha vida sem pedir licença. quebraste o meu coração sem qualquer prudência. foste e nem sinal da tua localização deixaste. limitaste-te a deixar um até já na porta. assim te espero, meu amor.

és o vazio, feito de nada.
e eu sou o ar insignificante que vagueia nesses teus pulmões.
pulmões vazios de cor. - sim, é esse o teu corpo; frágil e doentio.
e ver-te a desfalecer por completo não fazia parte dos meus planos.
por isso mantém-te vivo para me dares vida.
por isso não desistas para juntos sermos um só.
por isso e muito mais não vás, (sobre)vive junto a mim.

4.7.11


esse ''não sei que te diga'' só revela a tua pura ignorância perante as tuas próprias atitudes. és definitivamente um caso arquivado. encerrado.