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9.10.11

definição.


sinceramente, nem sei bem qual o nome que melhor te define. se malabarista: por conseguires numa só mão pesar o amor que reside dentro do meu coração e na outra mão pesar os prós e contras do nosso sentimento. ou se ilusionista: por conseguires fazer com que um luar nublado se pareça ou se torne mesmo estrelado. mas ainda mais sinceramente: não sei nem quero saber e até tenho raiva de quem saiba do nome que te define. a única definição que sei é somente a nossa : um mais um, é equivalente a um. a lógica pode não estar a olho nu. o sentido pode não estar em frente ao óbvio, mas isso agora não interessa nada, o que interessa é que ambos entendemos tão bem.

um em dois.


querido
c, na semana passada confessaste que gostas de preto no branco, porém eu não tenho a mesma opinião. gosto das cores, do colorido, do vivo e dos sonhos. gosto da liberdade dos pensamentos e da arte do abstrato. acrescentaste que não aprecias o nim, ou é não ou é sim. e mais uma vez, eu não concordo. parece que tenho fobia ás certezas. não gosto de recuar, por ser orgulhosa. mas amo atirar-me de cabeça e deixar o coração de lado pois acredito em mim e nas forças que possuo interiormente, pois por muito que caia tenho as forças suficientes para levantar. por fim disseste que o amor mata. e eu relembrei-te que o amor é um crime em que o qual terá de ter somente dois cúmplices para que possa resultar, pois os problemas só começam realmente quando uma terceira personagem ganha vida... como dá para reparar, acabas por ser o oposto do meu contrário.

12.9.11

vida, começa a reagir.



Esfrego os olhos , e tento voltar á realidade mas hoje um nevoeiro fechado decidiu baralhar-me as ideias. Minha querida Vida real aí tão longe pareces-me tão complicada, precisas de ser consertada ou simplesmente arejada ? Pressinto que necessitas de um bom abanão, ou então apenas que te limpem as teias de aranha que se vão acumulando com o percurso de cada ser que por ti passou. Talvez precises dum amparo, dum abraço e dum beijinho na testa. Pareces tão cansada. Escondeste das pessoas, tornaste-te submissa e ninguém dá pela tua existência. Estás tão fraca - óh se estás Vida! Precisas dum raio de sol, de um luar estrelado. Precisas que alguém ocupe o lugar que tens há já algum tempo guardado. Tens de ter como melhor amigo o Tempo. Pode ser que te traga novos e melhores estímulos. Aguarda, e aprende a cultivar, para mais tarde colher, e para que no fim possas desfrutar e saborear o fruto que tanto trabalho te deu para conquistar. Àh, e não te esqueças de reagir mesmo que o Fruto não dê sinal de chegada, sabes que a Terra não é o único factor, existem muitos mais, mas com o tempo irás descobrir-los porque o tempo que gostas de perder não é tempo perdido : lembra-te ! 

8.9.11

não apareceste.



Esperei pela tua voz e nem um eco dela obtive. Esperei por ti ao fundo da rua até que a noite acabasse e ainda assim não te vi. Prometes-te que virias e que me darias o céu e as estrelas. Disseste para fazer as malas, que iríamos viver no nosso próprio mundo, á nossa maneira, com o nosso amor. Eu estive lá, na nossa rua, à hora que tinha-mos combinado.... Esperei por ti mas tu não apareceste. 

E aquando por fim caí em mim, a lua deu-me sinal para abrandar o ritmo cardíaco, baixar os braços e ir para casa. Assim fiz.

30.8.11

ses # 2



Se nunca tentares, nunca saberás o quanto vales nem o quanto valeu a pena.

22.8.11


É mágico como o Ódio e o Amor se conjugam tão bem. É como o Branco e o Preto. Um contraste difícil de se explicar mas que se sente. Sentimentos que inicialmente têm tudo para serem o oposto um do outro mas que no fundo têm uma certa ligação. Ligação essa entendida só por quem vive um Amoródio.

18.7.11



Depois de voltas, revoltas interiores e reviravoltas, chego á conclusão que nada sei de ti. Durante este tempo todo criaste a mais perfeita fantasia onde o cenário não passava de um imenso azul irreal, onde o limite era certamente o céu limpo, sem restos de nuvens, sem vestígios de lágrimas perdidas pelo ar. Uma fantasia onde tu eras personagem principal com esquemas inteiramente detalhados para deixar o meu puzzle, antes completo, partido agora em milhares de pedacinhos. E Tu, bem sabes que aquilo que é
reparado inúmeras vezes não tem a mesma essência.

Meu amor, há muitos crimes que não têm perdão e um deles é magoar sem dó nem piedade. Podias ter-me roubado tudo menos o meu coração e toda a filosofia que tenho vindo a defender. Tu simplesmente não tinhas o direito de me deixar desorientada e ainda por cima, sem um mapa ou uma direcção para seguir rumo para uma outra vida. E então, que levarei eu desta vida ? Um sorriso irónico nos lábios, uma lágrima falsa no canto do olho? Ou levarei um reviver doutros tempos com uma sonora gargalhada, um olhar cúmplice e um amor sentido ? Ou levarei apenas, um sentir do toque do futuro?

De facto, sentir não é para toda a gente. É só para quem tem o dom de amar.

10.7.11


Há dias em que cheiro a cigarro, outros a perfume e mais uns outros em que simplesmente cheiro a doce de amora. Hoje trata-se daqueles dias em que já não cheiro ao teu cigarro, nem ao teu perfume, nem á vida que me deste. Estou congelada e agarrada á tua lembrança. Tornei-me de tal maneira num cubo de gelo que nem o próprio sol tem calor suficiente que chegue para me aquecer. Se cair parto-me e derramo toda a água contida dentro de mim. Aí o chão ficará molhado, o que tornará a minha persistência em querer ficar lá no alto num fracasso. Não, eu não quero escorregar e cair novamente por cima desta água proveniente do meu mais intimo choro. E se me perguntares como cheira a água, dir-te-ei que já não me recordo, porque o cheiro das lágrimas deixou de fazer sentido a partir do momento, em que o meu dia-a-dia não é traçado por um restinho do teu perfume..

8.7.11


quem joga quer ganhar. quem ama não quer perder. e eu ? meu amor, eu não quero o segundo lugar.

um bom amante nunca conta as suas aventuras. um beijo sem sentimento jamais é notícia e um verdadeiro amor jamais dará a conhecer os seus segredos.

6.7.11


és o vazio, feito de nada.
e eu sou o ar insignificante que vagueia nesses teus pulmões.
pulmões vazios de cor. - sim, é esse o teu corpo; frágil e doentio.
e ver-te a desfalecer por completo não fazia parte dos meus planos.
por isso mantém-te vivo para me dares vida.
por isso não desistas para juntos sermos um só.
por isso e muito mais não vás, (sobre)vive junto a mim.

28.6.11


o vento corre
e o dia morre.
o sol desaparece
e o teu amor permanece.

a noite cai
e a tua insegurança vai.
o luar aparece
e o meu amor permanece.

entre a verdade e a mentira, resta aquilo que consideras real.
aquilo que se enquadra perfeitamente no ideal da tua ilusão
.

as palavras começam a ser repetitivas. todas as vogais e consoantes que usámos naquele início de tarde cruzaram-se num remoinho de sentimentos e desenvolvimentos. no entanto, o mais irónico foi facto de estarmos continuamente no mesmo nível, assim, sem avanços nem recuos.

um longo silêncio diz muito mais do que umas breves palavras em tempo record.
e esse truque já o conhecemos de ginjeira.

13.6.11


acho fascinante o padrão sentimental que ambos os nossos corações fazem aquando juntos.

30.5.11


sempre se ouviu dizer que era apaixonada por ele desde o primeiro dia . sempre lhe disseram que entrava num  outro mundo só de pensar nele . um mundo sentimental onde as personagens principais se completavam e deixavam o sentimento crescer sem interogações nem porquês.
seria amor, ou então destino. e o amor tem destas coisas: onde o mundo pára e tudo se torna abstrato fazendo constraste com o batimento cardiaco acelarado dele e com a sensação de borboletas na barriga dela..