14.5.11


deixei tudo para trás sem me importar com a relevância dos objectos nessa tarde. passeava com o sentido literal da palavra, de ouvidos tapados e boca quase cozida, sem que o ar gelasse a minha garganta nem a minha alma.  o sol brilhava, ou provavelmente o céu chorava, não me lembro. sei que apressei o passo, quando, no fundo da rua, algo brilhava. era o teu sorriso . o pulsar do teu coração. mas, e como sempre, resolveste seguir outra direcção, ignorando a minha presença, a luz do teu próprio coração.    -adp.

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