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12.10.11

vem para mim, para este canto de mundo.



aqui estou eu neste mundo, neste canto de mundo à tua espera. -oh meu príncipe de olhos castanhos pareces-me tão desorientado. os teus poros transpiram amor, contagiando meu coração. estás imobilizado, paralisado. não despertas o teu corpo e não corres para mim, mas aqui neste canto eu te espero. seja por quanto tempo for, eu vou esperar. esperar que aceites o sentimento que muitas vezes ignoras. esperar que venhas para junto de mim e que me construas o meu sonho, no qual és personagem principal.
porque enquanto as flores florirem, enquanto o sol brilhar e a lua sorrir podes vir em paz, aqui ninguém te julgará, aqui construirás a felicidade, comigo.
não tenhas pressa, não te preocupes. deixa que o vento ponha cada sentimento no seu devido lugar. deixa acontecer e nunca forces nada. não tenhas medo! não receies que me vá embora porque como já disse: eu vou esperar. 

18.7.11



Depois de voltas, revoltas interiores e reviravoltas, chego á conclusão que nada sei de ti. Durante este tempo todo criaste a mais perfeita fantasia onde o cenário não passava de um imenso azul irreal, onde o limite era certamente o céu limpo, sem restos de nuvens, sem vestígios de lágrimas perdidas pelo ar. Uma fantasia onde tu eras personagem principal com esquemas inteiramente detalhados para deixar o meu puzzle, antes completo, partido agora em milhares de pedacinhos. E Tu, bem sabes que aquilo que é
reparado inúmeras vezes não tem a mesma essência.

Meu amor, há muitos crimes que não têm perdão e um deles é magoar sem dó nem piedade. Podias ter-me roubado tudo menos o meu coração e toda a filosofia que tenho vindo a defender. Tu simplesmente não tinhas o direito de me deixar desorientada e ainda por cima, sem um mapa ou uma direcção para seguir rumo para uma outra vida. E então, que levarei eu desta vida ? Um sorriso irónico nos lábios, uma lágrima falsa no canto do olho? Ou levarei um reviver doutros tempos com uma sonora gargalhada, um olhar cúmplice e um amor sentido ? Ou levarei apenas, um sentir do toque do futuro?

13.6.11


- porque há sempre algo que nos afasta ? - perguntei-lhe enquanto uma lágrima percorria a minha face.
- não faças perguntas dificéis... eu amo-te e por mais que haja uma linha que nos afaste haverá sempre duas ou três com uma força maior a juntar-nos. haverá sempre uma ligação entre nós e eu sei que tu também a sentes. sei que vives com ela, tal como eu.

25.5.11


se eu não pensar sobre o meu futuro ? não terei um.
e tu ?  és o meu futuro, a minha melhor direcção .

23.5.11


caminhavas.
caminhavas em passo largo,
ritmado
na procura
da água da fonte,
do vento Norte,
e da estrela polar.
no limite do Horizonte,
continuavas a caminhar,
para que a razão te devolvesse o tempo
e te emprestasse
um espaço
onde pudesses esgavatar o sonho,
remexer o encanto
e encontrar
uma réstia de luar.

caminhavas, com a pressa do vento,
no silêncio do Pensamento.
caminhavas com a força da vontade,
no risco da Verdade.

caminhavas. procuravas. sonhavas, junto a mim

15.5.11


tens de te decidir,
se é para Norte ou  Sul que vais seguir.
porque não importa concluir,
importa é partir.

14.5.11


deixei tudo para trás sem me importar com a relevância dos objectos nessa tarde. passeava com o sentido literal da palavra, de ouvidos tapados e boca quase cozida, sem que o ar gelasse a minha garganta nem a minha alma.  o sol brilhava, ou provavelmente o céu chorava, não me lembro. sei que apressei o passo, quando, no fundo da rua, algo brilhava. era o teu sorriso . o pulsar do teu coração. mas, e como sempre, resolveste seguir outra direcção, ignorando a minha presença, a luz do teu próprio coração.    -adp.

13.5.11


a cada troca de sinal
acrescento um diferente final .
mas afinal,
será o nosso sonho igual  ?

12.5.11


a tua presença e os teus lábios destroem todo o meu raciocínio, toda a minha filosofia .

9.5.11


no meu mundo não é assim que se joga..

observei-o. estava junto à orla da floresta, no sítio onde as árvores começaram a rarear e cheirei o ar: eram, na maioria, os cheiros mortos daquela altura do ano. porém, de vez em quando, a brisa intermitente trazia até mim o seu perfume, entoando noutra língua recordações de uma vida noutra forma. o seu rosto estava voltado para as árvores, mas eu estava invisível, intangível, reduzida a uns simples olhos. eu era apenas um fantasma naquela floresta: silenciosa, imóvel, fria.
ele suspirou várias vezes e, por fim, saiu a correr sem destino prévio. e eu estava ali, quase ao alcance dele, mas a milhares de quilómetros de distância.
 ''  -ms