9.5.11


observei-o. estava junto à orla da floresta, no sítio onde as árvores começaram a rarear e cheirei o ar: eram, na maioria, os cheiros mortos daquela altura do ano. porém, de vez em quando, a brisa intermitente trazia até mim o seu perfume, entoando noutra língua recordações de uma vida noutra forma. o seu rosto estava voltado para as árvores, mas eu estava invisível, intangível, reduzida a uns simples olhos. eu era apenas um fantasma naquela floresta: silenciosa, imóvel, fria.
ele suspirou várias vezes e, por fim, saiu a correr sem destino prévio. e eu estava ali, quase ao alcance dele, mas a milhares de quilómetros de distância.
 ''  -ms

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