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15.5.11
14.5.11
13.5.11
9.5.11
observei-o. estava junto à orla da floresta, no sítio onde as árvores começaram a rarear e cheirei o ar: eram, na maioria, os cheiros mortos daquela altura do ano. porém, de vez em quando, a brisa intermitente trazia até mim o seu perfume, entoando noutra língua recordações de uma vida noutra forma. o seu rosto estava voltado para as árvores, mas eu estava invisível, intangível, reduzida a uns simples olhos. eu era apenas um fantasma naquela floresta: silenciosa, imóvel, fria.
ele suspirou várias vezes e, por fim, saiu a correr sem destino prévio. e eu estava ali, quase ao alcance dele, mas a milhares de quilómetros de distância. '' -ms
4.5.11
sei que esperas que o vento traga as tuas certezas, que o silêncio decida por ti . e até lá esperas e não te aplicas. os meus olhos estão prestes a fechar, o meu corpo está cansado e o meu coração, desgastado. e é através dos rascunhos amontoados nas gavetas que começo a perceber que pouco sei da tua personagem. e àquilo que pensava ser verdadeiro, tu provaste literalmente o seu contrário.
tu inquietas a minha alma. activas a minha ansiedade e metes á prova a minha sensibilidade . tudo porque és o código mais complicado e exaustivo de descodificar. foges à tua trajectória inicial . mas eu fico aqui, a fazer-me amar por ti, até que o meu coração interfira no teu.
3.5.11
2.5.11
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