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29.12.11

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Muitos entram na sua vida, mas poucos fazem a diferença

19.5.11


e é assim a tua vida :
onde nem a tua personalidade
está bem defenida.
onde nem a tua finalidade
está bem conseguida.
e é esta a tua vida :
repleta de mentiras, de disfarces.
onde só vemos os nossos contrastes
ignorando as nossas saudades.

18.5.11


hipnotizas-me , por completo.

17.5.11


o sol brilhava, quente e silencioso, em pleno inicio de tardar.
o vento teria adormecido.
e os cheirinhos caractarísticos das flores perfumavam toda aquela ilusão.
ela procurava. procurava dançando um amor que a quisesse.
seu primeiro nome era Maria,
rapariga forte e sem qualquer mania.
era simples e florida.
somente sorria,
e jamais seria fria.
ela aquecia,
tudo o que ninguém queria.
ela queria,
a mais bela periferia.
determinada,
e nada odiada,
construía
em função do seu guia.

9.5.11


'' doi-me o peito por o meu corpo estar a tentar falar uma língua que a minha cabeça não comprende'' - isto foi o que me disseste.
porém, continuas a ter um ar falsamente sincero...   -

no meu mundo não é assim que se joga..

7.5.11

 
   O telémovel estava a tocar. foi a primeira coisa que pensei. a segunda foi que o braço nu do Jasm estava sobre o meu peito. a terceira foi que o meu corpo estava frio no sitio aonde os cobertores não chegavam . pestanejei para tentar acordar, estranhamente desorientada no meu próprio quarto. demorei algum tempo a perceber que o mostrador geralmente brilhante do meu despertador estava ás escuras e que as únicas luzes que haviam eram a do luar que entrava pela janela semi-aberta e a do ecrã do telemóvel a tocar. Pus uma mão de fora para lhe pegar, tendo o cuidado de nao perturbar o braço do Jasm sobre o meu corpo; e quando finalmente consegui agarrar-lhe, este já tinha parado de tocar. restou: uma chamada não atendida. os meus olhos mal conseguiam ver qual o nome do autor desta barulheira toda, estavam demasiados cansados para tal, e eu, pouco me preocupei. tornei a puxar cuidadosamente os cobertores e descobri-o aninhado em mim, com a cabeça encostada ao meu lado e apenas a curva pálida e nua dos seus ombros visível sob a luz ténue que nos iluminava.
Estava constantemente a querer achar aquilo errado: o seu corpo encostado ao meu, mas sentia-me tão viva que o meu coração batia descompassadamente. era isto, o Jasm e eu, a minha verdadeira vida.
   Na manhã depois de eu e o Jasm termos contemplado a noite juntos, parecia que a ideia que dominava o meu estado de espirito era que os nossos pais não faziam a menor ideia. achei que era normal. achei que era normal sentir-me um pouco culpada. achei que era normal aquela sensação de vertigem. era como se sempre tivesse pensado que eu era um quadro completo, e o Jasm me tivesse revelado que afinal eu era um puzzle e me tivesse separado em inúmeras peças , e voltando a juntá-las. Estava profundamente consciente de cada emoção diferente que sentia, todas elas perfeitamente encaixadas umas nas outras. Jasm também estava em silêncio. tinha deixado que fosse eu a guiar e segurava a minha mão direita entre as suas, enquanto eu guiava com a outra. era capaz de dar um milhão de euros para saber o que ia a pensar.
- o que queres fazer hoje à tarde ? - perguntei por fim.
Ele olhou pela janela, deslizando os dedos pelas costas da minha mão. o mundo lá fora parecia seco, feito de papel. olhou na direcção dos meus olhos e sussurrou:
- amar-te !   ''             
                                                                                                                -  [m.s]

4.5.11


não és . sonhas.  

sei que esperas que o vento traga as tuas certezas, que o silêncio decida por ti . e até lá esperas e não te aplicas. os meus olhos estão prestes a fechar, o meu corpo está cansado e o meu coração, desgastado. e é através dos rascunhos amontoados nas gavetas que começo a perceber que pouco sei da tua personagem. e àquilo que pensava ser verdadeiro, tu provaste literalmente o seu contrário.
tu inquietas a minha alma. activas a minha ansiedade e metes á prova a minha sensibilidade . tudo porque és o código mais complicado e exaustivo de descodificar. foges à tua trajectória inicial . mas eu fico aqui, a fazer-me amar por ti, até que o meu coração interfira no teu.

beijar-te-ia uma vez , para a vida .
beijar-te-ia duas vezes, para a morte . ''

o tempo corre e eu fico aqui sem reação.
as ondas tão fragéis, dançam num vai-vem emocional , e eu, continuo aqui, sem reação, a amar-te. à espera do verdadeiro raio de sol que iluminará nossos corações.

1.5.11


Dava tudo para perceber o que sentes, o que pensas, o que dizes e escondes.
Quero conheçer esse teu mundo sem titulo pré-definido.
Nunca conheci ninguém como tu.